Consórcio imobiliário sobe quase 30% no 1º bimestre

Tíquete valorizou e créditos comercializados também cresceram em relação a um ano antes.

Com o resultado, os participantes ativos do consórcio para imóveis atingiram a marca de 795 mil consorciados nos dois primeiros meses do ano, volume 1,6% menor que um ano antes. O tíquete (preço da cota) médio valorizou 14,9%, para R$ 132,2 mil. O montante em negócios (créditos comercializados) também evoluiu no bimestre, com salto de 29,4%, a R$ 4,40 bilhões.

Por sua vez, as contemplações (quando o consorciado tem a oportunidade de comprar o imóvel) somara a 11,9 mil participantes, uma redução de 2,5%. Os créditos disponibilizados totalizaram R$ 1,19 bilhão, um recuo de 1,7% na mesma base comparativa.
Entre janeiro e fevereiro, os participantes aplicaram R$ 20.498 milhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no consórcio imobiliário.

Todos os segmentos

No primeiro bimestre, as comercializações de novas cotas para o sistema de consórcios, que engloba todos os segmentos, subiram 8,5%, para 355,5 mil adesões. Os negócios também avançaram, com incremento de 21,9%, para R$ 13,34 bilhões.
“O mecanismo tem provado que muitos consumidores, ao gerir suas finanças pessoais com atenção, cuidado e inteligência, apoiados na essência da educação financeira, têm optado pelo consórcio como melhor alternativa para concretizar seus objetivos pessoais, familiares ou empresariais”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da associação.

Entre os seis setores onde os consórcios estão presentes, cinco marcaram saldos positivos no comparativo anual das adesões. O consórcio de serviços seguiu liderando com alta de 77,1%, na sequência vieram veículos leves (+19,1%), veículos pesados (+16,8%), eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis (+15,9%) e imóveis (+14,5%). Apenas o segmento de motocicletas registrou retração, com decréscimo de 4,1%.

As contemplações no bimestre totalizaram 205,7 mil, sendo 9,7% menos que as 227,8 mil contabilizadas no mesmo período de 2016.Também nos créditos concedidos, houve 1,9% de contração, passando de R$ 6,82 bilhões para R$ 6,69 bilhões.

“Ao observarmos os expressivos percentuais e considerando que ainda vivemos um momento de dificuldade econômica, ficamos esperançosos com relação aos meses futuros. Não queremos transmitir euforia, mas sim afirmar a certeza que, muitos daqueles que vêm assumindo boas práticas financeiras, estão escolhendo o consórcio. Tomara que tenhamos mais participantes até o final do ano, inclusive como colaboradores importantes na recuperação que o país vem buscando e que todos desejamos”, projeta Rossi.

Informações: http://abac.org.br

 

Guia Você Busca – Impresso – Pág. 26.

Edição 63 – Ano 6 – 2017 – Vale do Paraíba.

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