Palestra na RMVale explica como lidar com os conflitos de vizinhança

Trabalhar com clareza nas normas, transparência na atuação e desenvolver junto aos moradores o binômio respeito e tolerância
nos condomínios. Foi com esse mote que o juiz Marcos Pagan, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de São José dos Campos,  abordou o tema “Confl itos de vizinhança” durante o Ciclo de Palestras de Gestão Condominial da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, organizado pela Regional Secovi no último dia 1°/3.

O evento contou com a participação de dezenas de síndicos, subsíndicos, conselheiros e profissionais de administradoras  associados e representados pelo Sindicato da Habitação na região. O objetivo do encontro foi o de discutir as ocorrências mais  frequentes num condomínio edilício e o que fazer para solucionar discussões envolvendo problemas como barulhos, animais de estimação, vagas de garagem, entre outros.

“A gente vive hoje o paradigma da cultura da paz e da conciliação nesses ambientes e, para que isso aconteça, o desafio do síndico e do administrador é o de atuar como mediador e não somente como fiscalizador ou alguém que irá aplicar as normas”, explicou Pagan durante a palestra. Os famosos “5 C´s” do condomínio (criança, cachorro, cano, carro e calote) também foram discutidos, assim como as formas de enfrentá-los. “A intenção é a de apresentar uma opção aos gestores condominiais de como se organizar para identificar o conflito e a melhor forma de atuar em relação a isso”, ressaltou o juiz, destacando a importância desse tipo de evento na capacitação e na atualização dos profissionais envolvidos com a área.

Ao final, o palestrante também apresentou a “Teoria do Conflito”, que consiste na identificação adequada dos interesses que
estão em jogo de cada uma das partes, na análise de eventuais inclinações dos interessados envolvidos e na busca de um ponto
de convergência para a solução do problema. “Ela é importante justamente por fazer uma análise mais ampla e abrangente da divergência, não só considerando o aspecto do conflito em si, mas também os fatores psicológicos e até sociológicos daquela pequena comunidade”, finalizou.

 

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