Vendas pendentes de imóveis têm ritmo menor nos EUA

Contratos assinados mas ainda sem conclusão ou fechados, as vendas pendentes de imóveis residenciais nos Estados Unidos apresentaram em janeiro um recuo de 4,7%, atingindo 104,6 pontos, conforme aponta o PHSI (sigla em inglês para Índice de Vendas Domiciliares Pendentes).

A leitura foi a mais baixa desde outubro de 2014 (104,1), conforme dados da Associação Nacional de Corretores de Imóveis norte-americana (NAR, na sigla em inglês). Com o resultado, o indicador prospectivo baseado nas assinaturas de contratos ficou 3,8% menor que o primeiro mês do ano passado.

Análise

O economista-chefe da associação, Lawrence Yun, atribui o desempenho aos baixos níveis de oferta e ao rápido aumento das taxas de hipoteca. O executivo declara que, com os preços cada vez mais altos e a escassez de estoque de imóveis, alguns potenciais compradores preferem aguardar até a primavera no hemisfério norte, que inicia na segunda quinzena de março. Segundo ele, também há interessados que postergam a procura por residenciais para economizar para fazerem um pagamento inicial maior.

No encerramento de janeiro, a disponibilidade de imóveis para venda nos EUA atingiu o menor patamar da série histórica do levantamento, ficando 9,5% inferior ao mesmo período de 2016. Em relação a construções de novos empreendimentos, há 1,5 milhão de projetos paralisados. Para Yun, fatores com a maior hesitação de proprietários na hora de decidir vender e investidores que tem aportado mais em unidades residenciais têm colaborado para a escassez da oferta.

Perspectivas

Para 2018, o economista da NAR estima que as comercializações de imóveis prontos deverão alcançar 5,50 milhões de unidades, praticamente o mesmo saldo do ano passado. Em relação ao preço médio, o executivo projeta uma valorização em torno de 2,7%. Em 2017, as vendas no segmento cresceram 1,1%, enquanto que o valor das casas saltaram 5,8%.

Informações: www.realtor.org

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