Bradesco e Santander também reduzem juros do crédito imobiliário

Após menos de um mês da Caixa Econômica Federal cortar os juros para o crédito imobiliário, o Santander e o Bradesco também anunciaram redução das taxas de suas respectivas linhas de financiamento para imóveis. Os dois bancos privados atualizaram as tabelas tanto para o SFH (Sistema Financeiro da Habitação), para unidades com valor venal de até R$ 950 mil, quanto para o SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário), com bens a partir de R$ 950 mil.

A medida das instituições é uma reação à Caixa, que baixou em até em 1,25 ponto percentual (pp) as taxas do crédito com recursos da poupança pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). O banco público também promoveu o aumento de 50% para 70% a cota de financiamento de imóveis usados.

Novas taxas

O Santander divulgou o corte dos juros no segmento, que foi de 9,49% ao ano (a.a.) para 8,99% a.a.. Pela Carteira Hipotecária (CH), similar ao SFI, a taxa caiu de 9,99% a.a. para 9,49% a.a.. O presidente do banco, Sérgio Rial, declara que o objetivo da medida é conquistar maior participação no mercado.

Já o Bradesco baixou os juros do SFH, de 9,3% a.a. para 8,85% a.a., e do SFI, que cederam de 9,7% a.a. para 9,3% a.a. A instituição ainda não informou quando a mudança entrará em vigor.

No momento, o Itaú ainda mantém suas taxas, que são a partir de 9% a.a. para o SFH e de 9,5% a.a. para o SFI. O banco ressalta em nota que já realizou várias reduções de juros para oferecer melhores condições aos clientes ao longo dos últimos anos.

Concorrência

Dados mais recentes da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) apontam a evolução dos bancos privados na participação do setor de financiamento imobiliário. Em março, o Bradesco liderou o mercado, com carteira de R$ 1,1 bilhão. Já a Caixa figurou em quarto lugar, com R$ 712 milhões. Um ano antes, o banco público era o primeiro colocado, com R$ 2 bilhões.

Para especialistas, a competição deverá ser benéfica aos consumidores, rendendo grandes economias para quem pretende financiar um imóvel. Balanço do Banco Central indica um panorama mais geral de barateamento do crédito imobiliário. Em um ano, a taxa média do segmento caiu 3,7pps em março na comparação com o mesmo mês de 2017, chegando a 10,8%.

 

Informações: www.bradesco.com.br e www.santander.com.br

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