Histórias de Corretor por Magnus José Rieth

Quando eu era gerente de uma empresa, numa ocasião estava em São Paulo fazendo uma viagem a trabalho quando uns paulistas me ofereceram uma representação comercial, assim que eu me aposentasse e isso era algo que eu não queria mais. Mas fui fazer as contas e percebi que, ao me aposentar, o valor do INSS não seria suficiente, não iria poder parar de trabalhar.

Foi então que comecei a pensar o que eu poderia fazer para complementar minha renda. Foi quando encontrei um viajante, funcionário de um laboratório, que tinha entrado numa imobiliária como corretor de imóveis, a Habitat. Ele me disse que estava se dando muito bem na nova profissão então pensei em fazer o mesmo.

Entrei no curso de TTI, coloquei meu filho junto a fazer o curso e, quando iniciei o periodo do estágio obrigatório tive a felicidade de conhecer o Flávio Koch, que hoje é o nosso Presidente do CRECI- RS. Ele era gerente de vendas naquela imobiliária e eu aprendi muito com ele.

O Flávio sempre teve uma liderança como gerente de vendas e me entusiasmou. Por isso digo: ele quem me colocou no mercado imobiliário, e assim eu já estou há 12 anos. Quando eu terminei o curso , terminei de me aposentar, eu fui ao mercado graças a ele.

Outro fato interessante, e que me marcou muito, foi que eu iniciei na carreira exatamente no dia 11 de Setembro de 2001, justamente o dia dos ataques aéreos nas Torres Gêmeas, em Nova Iorque. Foi o meu primeiro plantão, eu tinha um radinho, que levei comigo e , quando ligo, para minha surpresa, estava aquela história de avião batendo em prédio, explodindo, aquela loucura toda.

Nessa época o mundo estava em crise, o George Bush (presidente dos Estados Unidos) invadindo o Iraque, o dólar disparando, enfim uma confusão e, foi então que aconteceu algo que me marcou muito e me fez acreditar nessa atividade. Eu estava vendendo um apartamento na planta, para um cliente, no bairro Bela Vista, e mais de 3 clientes no mesmo empreendimento. Montei uma proposta para ele e chegou o dia da assinatura do contrato. Enquanto ele assinava eu pensava: “ Tá essa confusão toda no mundo, não se sabe nem no que vai dar isso e o homem comprando um imóvel na planta!”.

Não sei se o cliente percebeu, mas ele chegou e disse para mim: “Tu deves estar pensando o que esse louco quer comprando um apartamento com todo esse barulho? Pois eu vou comprar, vou pagar e nada vai acontecer porque ninguém segura nosso país crescendo”. Nossa, aquilo me deu um ânimo e os outros 3 clientes puxaram os freios, desistiram.

E esse meu cliente terminou de pagar, está morando muito bem e aquilo me marcou muito. Então comecei analisar e cheguei a conclusão de que não podemos nos abalar por qualquer coisa , entrar em crise e parar com tudo, pelo contrário. O Brasil está crescendo e ninguém segura mais. Então, isso fez com que eu acreditasse mais ainda nesse mercado e fiquei mais estimulado para atuar como corretor de imóveis.

 

Fonte: Revista CRECI- RS

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