Fachada bem conservada, condomínio valorizado

O velho provérbio “A primeira impressão é a que fica” se aplica também aos condomínios. Para fazer  valer o ditado, manter a fachada bem conservada é palavra de ordem  para atender não apenas à legislação e às normas técnicas, mas também para valorizar o patrimônio. “Com o passar dos anos, sujeira e infiltrações deixam o prédio com aparência ruim, desvalorizando-o.Manter a fachada em ordem é um investimento que vale a pena. A cada R$ 1 investido nessa manutenção, ganha-se de R$ 5 a R$ 10 na valorização do patrimônio, em termos globais”, afirma o engenheiro Paulo Ramalho, proprietário da Repinte.

Na cidade de São Paulo, existe a Lei Municipal n° 10.518/88 que prevê a obrigatoriedade de pintura e lavagem, dependendo do tipo de revestimento, no mínimo a cada cinco anos, de modo a apresentar condições estéticas adequadas. “ Dentro desse período, é possível manter o prédio protegido sem que ele entre em deterioração”, diz Ramalho.

Embora a fiscalização seja falha, é a má aparência do edifício que atrai o olhar do agente da prefeitura. “ Prédio sujo ou com trincas aparentes chama a atenção do fiscal, que exige a apresentação do contrato de execução do serviço de lavagem, rejuntamento e reposição de pastilhas ou litocerâmicas, tratamento de trincas e ferragens aparentes e pintura da fachada. Para aqueles que passaram dos cinco anos, aplica-se multa. Mas conheço pouquíssimos casos”, diz o dono da Repinte.

Além da exigência legal, a reforma de fachadas deve constar do programa de gestão da manutenção de edifícios em conformidade com a norma da Associação Brasileira de Nomas Técnicas – ABNT NBR 5674, para o qual um responsável pelo sistema deve avaliar e definir a periodicidade com que o serviço deve ser feito.

Hora da manutenção

A aparência é o primeiro alerta de que é hora de fazer uma manutenção na fachada. “ Começa a aparecer sujidade no topo do prédio e nos espelhos (parte frontal) das sacadas, e trincas ou fissuras que geram infiltrações, refletindo dentro dos apartamentos, principalmente nos quartos”, informa Ramalho.

A lavagem pode ser feita a cada três anos e a pintura (com tratamento de trincas), entre quatro e cinco anos, mesmo tempo exigido para reposição de pastilha ou litocerâmica e rejuntamento. “ Se passarem cinco anos sem se fazer ao menos uma lavagem em um intervalo de dois anos e meio a três anos, a tinta pode apresentar ainda boas características de permeabilidade, mas o edifício fica sujo e com a aparência comprometida”, explica Ralph Gallo, engenheiro civil da RKB Pinturas.

Para os prédios com pastilha ou litocerâmica, se o revestimento estiver firme, só há necessidade de lavagem a cada quatro ou cinco anos. Porém, não é recomendável que passe disso. De acordo com Ramalho, no caso da pastilha, a sujeira fica impregnada de tal maneira que se formam manchas, chamadas “olho de peixe”, que não saem depois.

Segundo Gallo, da RKB Pinturas, se esses prédios apresentarem falhas no rejunte e destacamento dos revestimentos, é necessário fazer o rejuntamento e reposição de pastilha ou litocerâmica sempre que aparecerem essas falhas.

Um bom rejunte evita infiltração e aumenta a durabilidade da aderência dos materiais no revestimento. Se deixar o rejunte deteriorado, aumenta-se o risco de infiltração e, consequentemente, o destacamento do revestimento. Não há um tempo estimado para a ocorrência do problema. “Isso varia muito. Conheço casos de prédios com 30 anos que têm revestimento firme, porque o assentamento das pastilhas foi bem feito, e há prédios com cinco ou dez anos que já necessitam dessa manutenção”, relata.

Já o tratamento de trincas e fissuras deve ser feito sempre que aparecerem e estiverem ocasionando alguma infiltração na parte interna, geralmente denunciadas por moradores afetados.

“ O surgimento dessas patologias é em consequência de movimentações dos materiais e componentes das edificações, como dilatações térmicas, sobrecarga, recalque de fundações. Isso pode acontecer dias depois da pintura ser feita”, informa Gallo.

Fonte: Artigo de Catarina Anderáos. Revista Secovi-SP Condomínios.

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